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Mulheres e Política: Brasil ocupa a 142ª posição em ranking de representatividade

A política é o meio que todos possuem para lutar por seus direitos e, com isso, interceder por melhorias ao próximo. É na política que o espirito social se desenvolve, pois é a partir dela que os direitos e deveres dos cidadãos são garantidos e segurados pelo Estado.

A partir do momento em que o Estado não garante a segurança e a liberdade de poder lutar por um Município, um Estado, um País melhor, o próprio Estado acaba por seguir um caminho de retrocesso e enfraquecimento de suas leis e deveres.

A presença da mulher no ambiente político é um caminho de fortalecimento à sociedade. Num ambiente de presenças masculinas e femininas, o debate se torna mais favorável a todos os cidadãos e não apenas para uma única classe social. 

Um estudo recente realizado pela União Interparlamentar, organização internacional responsável pela análise dos parlamentos mundiais, divulgado pelo Jornal Folha de S. Paulo, mostra que dentre 192 países, o Brasil aparece na 142° colocação do ranking de participação de mulheres na política nacional. Atualizados em outubro deste ano, os dados tem como base as eleições federais compreendidas entre 1997 e 2018.

O levantamento da organização revela que as mulheres brasileiras ocupam 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados. Isto significa que 161 deputadas federais foram eleitas no último pleito eleitoral. No Senado Federal o número é inferior: 12,4%. É importante frisar que, embora a baixa representatividade, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres representam 51,5% da população total do país.

O ranking também divulga que nas Câmaras Municipais, a porcentagem feminina aumenta, ainda que muito pouco. Em 2020, foram eleitas 898 vereadoras, o que corresponde a 16,51% dos assentos.

Cabe enfatizar, por oportuno, que a lei federal 9.504/97 prevê uma reserva de vagas para mulheres. A norma assevera que: “Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.”

Ao mesmo tempo em que a mulher possui um papel fundamental no meio político, é também uma função desafiadora. Um ambiente onde a figura feminina não possui espaço, é um ambiente em declínio ético, afinal a representatividade não só favorece, como também ajuda na pluralidade do debate em todas as casas, em todos os níveis federativos, nos poderes legislativo e executivo.

Todavia, é necessário registrar que mulheres ainda podem sofrer violência política de gênero. É preciso garantir, para além da representação, que os espaços de poder sejam ambientes respeitosos às mulheres, em que elas sejam ouvidas e tenham plena liberdade e segurança para exercerem suas funções.

A luta pelos direitos da mulher e por espaços dentro da sociedade vem ganhando forças em todo o mundo. Contudo, mesmo que com diversos desafios, as mulheres devem continuar lutando por espaço, mesmo que isso seja uma luta diária dentro da política.

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