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PL Mulher SP parabeniza Patricia Vanzolini, 1ª mulher a presidir a OAB-SP

Na quinta-feira, dia 25, com mais de 36% dos votos, a chapa liderada pela criminalista e professora Patricia Vanzolini, de 49 anos, venceu as eleições para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) para o mandato de três anos (2022-2024). Ela será a primeira mulher a presidir a entidade em 90 anos, sobretudo, depois de 22 homens no cargo.

Cabe ressaltar, por oportuno, que a Ordem dos Advogados do Brasil, seja em âmbito nacional ou estadual, é ainda uma instituição historicamente liderada por homens. A mudança gradual, de inserção e expansão na atividade da advocacia por mulheres, atualmente ganha força e conta com mulheres em diversos cargos de poder, inclusive Carmen Lúcia como ministra do Supremo Tribunal Federal. Nos lugares que as mulheres já conseguiram algum acesso, é fundamental que elas também estejam à frente para que haja uma consolidação de fato dessa legitimidade.

Entretanto, a agenda de Patricia Vanzolini é alinhada com os tempos atuais. Como professora, ela ficou conhecida por atuar em cursos preparatórios do Exame da Ordem e participar de programas da TV Justiça. Sua proposta é criar uma nova ordem. Por este motivo, a chapa vencedora se chama Muda OAB/SP.

Patricia, ao conceder as primeiras entrevistas após a vitória, garantiu os compromissos que podem realmente mudar a Ordem dos Advogados. “A OAB-SP tem que ser exemplo de paridade de gênero, de equidade racial, de inclusão de portadores de deficiência e de pessoas LGTBQIA+”, afirmou ao site Consultor Jurídico.

Pela primeira vez nas eleições da OAB, as chapas consideraram na composição a equidade de gênero e reservaram ainda vagas para advogados negros. Isso porque uma resolução do Conselho Federal da OAB estabeleceu paridade de gênero e política de cotas raciais nas eleições deste ano. Isto significa que as chapas só podem participar se tiverem no mínimo, 50% de mulheres e 30% de negros.

É importante observar que a OAB-SP teve apenas um presidente negro, Benedito Galvão, que não foi eleito para o cargo. Ele ocupou a cadeira no período entre 1940 e 1941, durante o afastamento de Noé Azevedo. Apesar disso, Galvão só foi reconhecido com “honras de presidente” em homenagem póstuma, em 15 de julho de 1943. Desde aquele tempo, não houve mais nenhum negro.

Em razão disso, é notório que Patricia, neta do cientista e compositor Paulo Vanzolini (1924-2013), esteja completamente focada em “modernizar” a entidade no período que presidirá a instituição. Uma das propostas, ressalvou, é colocar a OAB nos objetivos de desenvolvimento e padrões de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa em tradução livre da sigla em inglês).

Com 254 subseções e mais de 350 mil advogados aptos a participar da votação, a OAB em São Paulo é a maior do Brasil.

Além de Vanzolini, a chapa vencedora “Muda OAB-SP” elegeu o vice-presidente Leonardo Sica, a secretária-geral, Daniela Marchi Guimarães, a secretária adjunta, Dione Almeida Santos, e o tesoureiro, Alexandre Sá Domingues.

O PL Mulher São Paulo ressalta a importância de a maior seccional do país ser presidida por uma mulher e cumprimenta Patricia Vanzolini e todos os integrantes da chapa pela vitória e deseja sucesso no importante desafio.

Perfil de Patricia Vanzolini

É fundadora e diretora do Movimento 133 (M133).

Patrícia possui graduação, mestrado e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.

É professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Damásio Educacional, cursinho preparatório para o exame da Ordem.

Autora de obras como “Manual de Direito Penal”, pela editora Saraiva, e de “Teoria da Pena: Sacrifício, Vingança e Direito Penal”, publicado pela editora Tirant Brasil, entre outros.

Foi vice-presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo – ABRACRIM-SP e é sócia do Escritório Brito e Vanzolini Advogados Associados.

FOTO: ARQUIVO OAB-SP

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